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quarta-feira, 27 de maio de 2020

Um mundo pós-pandêmico melhor (Dani Rodrik)

A economia mundial será remodelada nos próximos anos por três tendências. A relação entre mercados e Estado vai ser reequilibrada, em favor do último. Isso virá acompanhado de um reequilíbrio entre a hiperglobalização e a autonomia nacional, também em favor da última. E precisaremos encolher nossas ambições de crescimento.
Não há nada como uma pandemia para colocar em evidência tanto as imperfeições dos mercados diante de problemas de atitudes coletivas quanto a importância da capacidade do Estado de reagir a crises e proteger a população. A crise da covid-19 ampliou as fileiras dos que defendem uma cobertura de saúde universal, mais proteção ao mercado de trabalho (inclusive para os trabalhadores “gig”, temporários) e a importância das cadeias de produção locais para equipamentos médicos cruciais. Isso tem levado os países a priorizar a resiliência e a garantia de fornecimento em detrimento da eficiência e das economias de custo permitidas pela terceirização global. E os custos econômicos das medidas de confinamento aumentarão com o tempo, já que o choque maciço de oferta causado pela desestabilização da produção doméstica e das cadeias de valor globais também vão pressionar para baixo a demanda agregada.
Não se sabe a forma que um Estado mais ativo assumirá. Não se pode descartar a volta ao velho estilo dirigista, de pesado controle central. Mas afastar-se do fundamentalismo de mercado poderia trazer uma forma inclusiva, empenhada na economia verde
Embora a covid-19 reforce e enraíze essas tendências, ela não é a força primária por trás delas. Todas as três - ações governamentais mais fortes, recuo no hiperglobalismo e taxas de crescimento menores - precedem a pandemia. E, embora possam ser vistas como riscos significativos para a prosperidade humana, também é possível que sejam precursoras de uma economia mundial mais sustentável e inclusiva.
Vejamos o papel do Estado. O consenso neoliberal no fundamentalismo de mercado está enfraquecendo-se já há algum tempo. Criar um papel maior para que o governo possa lidar com a desigualdade e a insegurança econômica agora se tornou prioridade central tanto para economistas quanto para os políticos. Embora a ala progressista do Partido Democrata nos Estados Unidos não tenha chegado a conquistar a indicação presidencial da legenda, conseguiu ditar, em grande medida, os termos do debate.
Joe Biden pode ser de centro, mas em todas as frentes políticas - saúde, educação, energia, ambiente, comércio exterior, crime - suas ideias estão à esquerda da candidata presidencial anterior do partido, Hillary Clinton. Nas palavras de um jornalista: “O atual conjunto de receitas políticas de Biden [...] teria sido considerado radical se proposto por qualquer outro presidenciável em primárias democratas”. Biden pode não ganhar em novembro. E, mesmo se ganhar, pode não ter condições de colocar em prática sua agenda mais progressista. Ainda assim, está claro que o rumo tanto nos EUA quanto na Europa se direciona a uma maior intervenção do Estado.
A única dúvida é que forma esse Estado mais ativo assumirá. Não podemos descartar a possibilidade de uma volta ao velho estilo de dirigismo, de pesado controle central pelo Estado, que alcança pouco dos objetivos almejados. Por outro lado, afastar-se do fundamentalismo de mercado poderia trazer uma forma genuinamente inclusiva, empenhada na economia verde, em bons empregos e na reconstrução da classe média. Tal reorientação precisaria ser adaptada às condições tecnológicas e econômicas do atual momento, e não simplesmente mimetizar os instintos das políticas econômicas das três décadas douradas posteriores à Segunda Guerra Mundial.
O regresso do Estado caminha de mãos dadas com a retomada da primazia das nações-Estado. A conversa que se ouve por todos os lados gira em torno a desglobalizar, descasar, trazer de volta para casa as cadeias produtivas, depender menos de fornecedores externos e favorecer as finanças e a produção doméstica.
EUA e China são os países que dão o tom nessas questões. Mesmo a Europa, perpetuamente à beira de uma maior união fiscal, proporciona pouco contrapeso. Durante esta crise, a União Europeia mais uma vez se afastou da solidariedade transnacional e, em vez disso, enfatizou a soberania nacional.
O recuo em relação à hiperglobalização poderia levar o mundo rumo a um caminho de escalada nas guerras comerciais e de aumento do nacionalismo étnico, o que poderia prejudicar as perspectivas econômicas de todos. Esse cenário, porém, não é o único concebível.
É possível vislumbrar um modelo de globalização econômica menos intrusivo, mais sensato, que tenha foco em áreas nas quais a cooperação internacional realmente valha a pena, como a saúde pública global, acordos ambientais internacionais, paraísos fiscais globais e outras áreas suscetíveis a cair em políticas do tipo “empobreça o vizinho”. Nas outras frentes, as nações-Estado ficariam desimpedidas na forma como priorizam problemas econômicos e sociais.
Essa ordem mundial não seria hostil à expansão do comércio e dos investimentos mundiais. Poderia até facilitá-los desde que abra espaço para restaurar tratados sociais domésticos e elaborar estratégias apropriadas de crescimento no mundo em desenvolvimento.
Talvez o aspecto mais nocivo que o mundo poderá enfrentar no médio prazo é a forte redução no crescimento econômico, especialmente no mundo em desenvolvimento. Esses países tiveram cerca de um quarto de século de redução da pobreza e de melhoras na educação, saúde e outros indicadores de desenvolvimento. Além dos gigantescos custos da pandemia para a saúde pública, eles agora se deparam com grandes choques externos: a interrupção repentina dos fluxos de capitais e o forte declínio nas remessas de dinheiro, no turismo e na renda com exportações.
Países em desenvolvimento agora terão que se basear em novos modelos de expansão. A pandemia pode servir de alerta para que redimensionem as perspectivas de crescimento e estimulem a ampla reconsideração necessária.
Na medida em que a economia mundial já seguia um rumo frágil e insustentável, a covid-19 torna mais claros os problemas à nossa frente e as decisões que precisamos tomar. Em cada uma dessas áreas, as autoridades têm opções. Os resultados que poderemos ver mais à frente podem ser piores ou melhores. O destino da economia do mundo não depende do que o vírus fizer, mas de como optarmos por agir em resposta a isso. (Tradução de Sabino Ahumada).
(*) Dani Rodrik é professor de economia política internacional na Faculdade de Governo John F. Kennedy, de Haard. É autor de “Straight Talk on Trade: Ideas for a Sane World Economy”
Valor Econômico (145/2020/0)

sexta-feira, 26 de julho de 2019

O que impulsiona o populismo? (Dani Rodrik)

Será a cultura ou a economia? Essa pergunta molda boa parte da discussão sobre o populismo contemporâneo. Será que a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais americanas, o Brexit e a ascensão dos partidos políticos nativistas de direita na Europa continental são consequência do aprofundamento da fissura de valores entre conservadores sociais e os liberais sociais, com a canalização, pelos primeiros, de seu apoio a políticos xenófobos, etnonacionalistas, autoritários? Ou será que esses desdobramentos são reflexo da angústia e da insegurança econômica de muitos eleitores, alimentadas pelas crises financeiras, a austeridade e a globalização?
Muita coisa depende da resposta. Se o populismo autoritário tiver suas raízes na economia, a solução adequada é um populismo de outro gênero - voltado para a injustiça econômica e para a inclusão, mas pluralista em sua política e não necessariamente prejudicial à democracia. Se suas causas estiverem na cultura e nos valores, no entanto, o número de alternativas será menor. A democracia liberal pode estar condenada por sua própria dinâmica e contradições internas.
Algumas versões do argumento cultural podem ser descartadas de saída. Por exemplo, muitos comentaristas dos Estados Unidos se concentraram nos apelos de Trump ao racismo. Mas o racismo, de uma forma ou de outra, é característica antiga da sociedade americana e não pode nos revelar, por si só, por que seu manejo por Trump teve tamanho sucesso. Uma constante não consegue explicar uma variação.
Outras explicações são mais sofisticadas. A versão mais perfeita e ambiciosa do argumento da reação adversa cultural foi apresentada por Pippa Norris, minha colega na Escola de Governo John F. Kennedy de Harvard, e por Ronald Inglehart, da Universidade de Michigan. Em livro recente, eles argumentam que o populismo autoritário é consequência de uma guinada geracional de valores de longo prazo.
Na medida em que as gerações mais jovens ficaram mais ricas, mais escolarizadas e mais seguras, adotaram valores "pós-materialistas" que enfatizam o secularismo, a autonomia pessoal e a diversidade, em detrimento da religiosidade, das estruturas familiares tradicionais e da conformidade. As gerações mais velhas foram isoladas - tornando-se, na prática, "estrangeiros em seu próprio país".
Will Wilkinson, do instituto de análise e pesquisa Niskanen Center, recentemente defendeu argumento semelhante, concentrando-se no papel da urbanização em especial. Wilkinson argumenta que a urbanização é um processo de triagem espacial que divide a sociedade com base não apenas no sucesso econômico como também em valores culturais. Ela cria áreas prósperas, multiculturais, de alta densidade onde predominam os valores socialmente liberais. E deixa para trás áreas rurais e centros urbanos de menor porte que são cada vez mais homogêneos em termos de conservadorismo social e de aversão à diversidade.
Do outro lado da discussão, economistas geraram uma série de estudos que vinculam o apoio político dos populistas aos choques econômicos. No que talvez se constitua na mais famosa entre essas análises, David Autor, David Dorn, Gordon Hanson e Kaveh Majlesi - do MIT, Universidade de Zurique, Universidade da Califórnia, campus de San Diego e Universidade Lund, respectivamente - mostraram que os votos em favor de Trump na eleição presidencial de 2016 mantiveram forte correlação com a magnitude dos choques comerciais adversos com a China.
Na verdade, de acordo com Dorn, Hanson e Majlesi, o choque comercial com a China pode ter sido responsável pela vitória eleitoral de Trump em 2016. Se a penetração dos produtos importados tivesse sido 50% menor do que a taxa efetiva no período 2002-2014, um candidato presidencial democrata teria vencido nos Estados decisivos de Michigan, Wisconsin e Pensilvânia, levando Hillary Clinton à vitória nas eleições.
Detectou-se que a maior penetração dos produtos importados da China teve influência sobre o apoio ao Brexit e sobre a ascensão dos partidos de extrema direita na Europa continental.
Os argumentos cultural e econômico podem parecer estar em tensão - se não em contradição pura e simples - entre si. Mas, lendo nas entrelinhas, pode-se discernir um tipo de convergência. Pelo fato de as tendências culturais - como o pós-materialismo e os valores promovidos pela urbanização - desenvolverem-se no longo prazo -, não respondem totalmente pelo momento em que ocorreu a reação adversa populista. (Norris e Inglehart postulam um ponto de virada em que grupos socialmente conservadores se tornaram uma minoria mas ainda tinham poder politico desproporcional.) E os que defendem a primazia das explicações culturais não descartam, na verdade, o papel dos choques econômicos. Esses choques, sustentam eles, agravaram e exacerbaram as divisões culturais, dando aos populistas autoritários o impulso a mais de que precisavam.
Norris e Inglehart argumentam que "as condições econômicas de médio prazo e o crescimento da diversidade social" aceleraram a reação adversa cultural, e demonstram que fatores econômicos tiveram um papel no apoio aos partidos populistas. No mesmo sentido, Wilkinson enfatiza que a "angústia racial" e a "angústia econômica" não são hipóteses excludentes, porque os choques econômicos intensificaram grandemente a triagem cultural comandada pela urbanização. Por sua vez, os deterministas econômicos deveriam reconhecer que fatores como o choque comercial com a China não ocorre em um vácuo, e sim no contexto de divisões pré-existentes da sociedade.
Em última instância, a análise precisa das causas que estão por trás da ascensão do populismo autoritário pode ser menos importante do que as lições de política pública a serem extraídas dela. Há pouca discussão nessa esfera. As medidas corretivas econômicas da desigualdade e da insegurança são primordiais. (Tradução de Rachel Warszawski)
(*) Dani Rodrik, professor de economia política internacional da Faculdade de Governo John F. Kennedy, da Universidade de Harvard, é autor de "Straight Talk on Trade: Ideas for a Sane World Economy".
Valor Econômico/12 de julho de 2019

terça-feira, 19 de julho de 2016

A abdicação da esquerda (Dani Rodrik)

Enquanto o mundo está atordoado com o choque do Brexit, começa a cair a ficha - para economistas e formuladores de políticas governamentais - que eles subestimaram substancialmente a fragilidade política da atual forma de globalização. A revolta popular que parece estar em curso está assumindo diversas e complicadas formas: reafirmação de identidades locais e nacionais, demanda por maior controle e responsabilização democráticas, rejeição a partidos políticos centristas e desconfiança em relação às elites e experts.
Essa reação era previsível. Alguns economistas, inclusive eu, de fato advertimos sobre as consequências de levar a globalização econômica para além dos limites das instituições que regulamentam, estabilizam e legitimam os mercados. A hiperglobalização do comércio e das finanças, destinada a criar mercados mundiais perfeitamente integrados, desagregou as sociedades nacionais.
A maior surpresa é, inquestionavelmente, a guinada para a direita pela qual se expressou a reação no campo político. Na Europa, são predominantemente nacionalistas e populistas nativistas que ascenderam à proeminência, tendo a esquerda avançado somente em alguns países, como Grécia e Espanha. Nos EUA, Donald Trump, um demagogo de direita, conseguiu ocupar o espaço do establishment republicano, ao passo que o esquerdista Bernie Sanders foi incapaz de predominar sobre a centrista Hillary Clinton.
Como admite a contragosto um novo e emergente consenso no establishment, a globalização acentua a divisão de classes entre, de um lado, os que detêm o preparo e os recursos para tirar proveito dos mercados mundiais e, de outro, os demais. Clivagens de renda e de classe, em contraste com cisões fundadas em identidade - com base em raça, etnia ou religião -, tradicionalmente fortalecem a esquerda política. Então, por que a esquerda foi incapaz de articular uma contestação política significativa à globalização?
Uma resposta tem a ver com o fato de que a imigração ofuscou outros "choques" globalizantes. A percepção de ameaça da entrada de grandes contingentes de migrantes e refugiados de países pobres com diferentes tradições culturais agrava clivagens de identidade que os políticos de extrema-direita estão excepcionalmente bem posicionados para explorar. Portanto, não é de surpreender que políticos de direita - de Trump a Marine Le Pen - envolvam suas mensagens de reafirmação nacional em elevado teor de simbolismo antimuçulmano.
As democracias latino-americanas constituem um contraste revelador. Esses países vivenciaram a globalização como um choque nos terrenos do comércio e do investimento estrangeiro, e não como um choque imigratório. A globalização tornou-se sinônimo das políticas do denominado Consenso de Washington e de abertura financeira. Assim, a reação populista na América Latina - no Brasil, Bolívia, Equador e, mais desastrosamente, na Venezuela - assumiu uma forma esquerdista.
A história é similar nas duas principais exceções à ressurgência da direita na Europa: Grécia e Espanha. Na Grécia, a cisão política foi a política de austeridade imposta pelas instituições europeias e pelo Fundo Monetário Internacional. Na Espanha, a maioria dos imigrantes até recentemente vinham de países latino-americanos culturalmente semelhantes. Nesses dois países, faltou à extrema-direita o terreno fértil de que dispunha em outros lugares.
Mas a experiência na América Latina e no Sul da Europa revela, talvez, a maior debilidade da esquerda: a ausência de um programa claro para remodelar o capitalismo e a globalização focando o Século XXI. Do Syriza na Grécia ao Partido dos Trabalhadores no Brasil, a esquerda não conseguiu criar ideias economicamente viáveis e politicamente populares, além das políticas mitigadoras, como as de transferências de renda.
A economistas e tecnocratas de esquerda cabe grande parte da culpa. Em vez de contribuir para esse tipo de programa, eles cederam muito facilmente ao fundamentalismo de mercado e incorporaram seus princípios centrais. Ainda pior: lideraram o movimento de hiperglobalização.
A entronização de livre mobilidade de capitais - especialmente do tipo de curto prazo - como norma de política governamental pela União Europeia, pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pelo FMI foi, sem dúvida, a decisão mais crucial para a economia mundial nas últimas décadas. Como mostrou Rawi Abdelal, professor na Harvard Business School, esse esforço foi liderado, no fim dos anos 1980 e início da década de 1990, não pelos ideólogos do livre mercado, mas por tecnocratas franceses como Jacques Delors (da Comissão Europeia) e Henri Chavranski (na OCDE), intimamente associados ao Partido Socialista na França. Da mesma forma, nos EUA, foram tecnocratas associados ao Partido Democrata, mais keynesiano, como Lawrence Summers, que lideraram a iniciativa por desregulamentação financeira.
Tecnocratas socialistas franceses parecem ter concluído, a partir da fracassada experiência de Mitterrand com o keynesianismo no início de 1980, que a gestão econômica nacional já não era mais possível, e que não havia nenhuma alternativa real à globalização financeira. O melhor que poderia ser feito era estabelecer normas em âmbito europeu e mundial, em vez de permitir que os países poderosos como a Alemanha ou os EUA impusessem suas próprias regras.
A boa notícia é que o vácuo intelectual da esquerda está sendo preenchido, e não há mais nenhuma razão para acreditar na tirania do "não há alternativas". Os políticos de esquerda têm cada vez menos razões para não recorrer a um "respeitável" poder de fogo acadêmico em economia.
Considere apenas alguns exemplos: Anat Admati e Simon Johnson têm defendido reformas bancárias radicais; Thomas Piketty e Tony Atkinson propuseram um amplo menu de políticas para lidar com a desigualdade em nível nacional; Mariana Mazzucato e Ha-Joon Chang escreveram criativamente sobre como mobilizar o setor público para promover inovação inclusiva; Joseph Stiglitz e José Antonio Ocampo propuseram reformas mundiais; Brad DeLong, Jeffrey Sachs e Lawrence Summers (o próprio!) têm argumentado em favor de investimento público de longo prazo em infraestrutura e na economia verde. Existem elementos suficientes aqui para construir uma resposta econômica programática da esquerda.
A diferença crucial entre a direita e a esquerda é que a direita prospera ao aprofundar divisões na sociedade - "nós" versus "eles" - enquanto a esquerda, quando bem sucedida, supera estas clivagens mediante reformas que representam pontes. Daí o paradoxo de que as ondas anteriores de reformas de esquerda - o keynesianismo, social-democracia, estado de bem-estar - salvaram o capitalismo de si mesmo e na prática tornaram, a si mesmas, supérfluas. Na ausência de renovada resposta, o campo ficará aberto para populistas e grupos de extrema-direita, que levarão o mundo - como sempre - a divisões mais profundas e conflitos mais frequentes. (Tradução de Sergio Blum).
(*) Dani Rodrik é professor de economia política internacional na Faculdade de Governo John F. Kennedy, de Harvard. É autor de "Economics Rules: The Rights and Wrongs of the Dismal Science". Copyright: Project Syndicate, 2016.
Fonte: Valor Econômico (18/07/16)