Estamos assistindo, perplexos, à enorme conspiração contra a verdade, a História e a memória.
O Ministério da Defesa, o Ministério das Relações Exteriores, dois ex-presidentes da República, políticos de diferentes matizes, se unem para que o Brasil não conheça a sua verdade.
Já é difícil fazer filmes, livros e peças de teatro sobre personagens reais - mesmo os de vida pública -, sem autorização do próprio ou de familiares e herdeiros. Agora, a pá de cal chega com a intenção de trancafiar documentos para que a verdadeira História não se revele.
E quem orquestra essa trama contra o futuro do Brasil? Sim, porque povo sem memória é povo sem futuro, e estaremos sujeitos eternamente a sermos alimentados por contos da carochinha. Mas, afinal, o que querem esconder de nós? Quem bateu, torturou, mandou prender e arrebentar? Quem negou passaportes, quem expedia os tenebrosos atestados ideológicos, que impediam o acesso à escola ou ao emprego?
Querem nos impedir de saber a verdade sobre a Guerra do Paraguai, ao que parece, uma verdadeira carnificina praticada para atender a interesses de poderoso banqueiro inglês.
Resistirão almirantes, generais e marechais à lupa da História? Suas biografias corresponderão às narrativas descritas nas pinturas das grandes batalhas?
Os que nos negam conhecer a verdadeira História do país são cúmplices das carnificinas, dos torturadores, dos alcaguetes a soldo do Estado; dos que ordenaram censurar jornais, revistas, peças de teatro e músicas.
Não podemos nos calar e aceitar como fato consumado essa violência da censura que tentam nos impor. Construir um país livre representa lutar para conhecer a História. Não queremos cultivar falsos heróis e, a partir de hoje, personagens da História oficial estarão sob suspeita, enquanto não nos deixarem conhecer os documentos que abrigam verdades, que, mesmo dolorosas, devem ser reveladas.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
O Instituto Benjamin Constant não pode fechar
Abaixo-assinado O IBC NÃO PODE FECHAR!
Para:Ministro da Educação Fernando Haddad e Presidente da república do Brasil, Dilma Roussef
Ao Ministro da Educação Fernando Haddad e à Presidente da República Dilma Rousseff,
Nós, abaixo-assinados, cegos e videntes, após sabermos que há interesse por parte do Ministério da Educação (MEC) em fazer modificações no funcionamento da Educação Básica no Instituto Benjamim Constant - IBC, localizado no Rio de Janeiro, vimos expor nossas opiniões e reivindicações.
O Instituto Benjamin Constant foi criado pelo Imperador D.Pedro II através do Decreto Imperial n.º 1.428, de 12 de setembro de 1854, tendo sido inaugurado, solenemente, no dia 17 de setembro do mesmo ano, na presença do Imperador, da Imperatriz e de todo o Ministério, com o nome de Imperial Instituto dos Meninos Cegos. Este foi o primeiro passo concreto no Brasil para garantir ao cego o direito à cidadania.
Estruturando-se de acordo com os objetivos a alcançar, o Imperial Instituto dos Meninos Cegos foi pouco-a-pouco derrubando preconceitos e fez ver que a educação das pessoas cegas não era utopia, bem como a sua profissionalização.
Em 1891, o instituto recebeu o nome que tem hoje: Instituto Benjamin Constant (IBC), em homenagem ao seu terceiro diretor. Em setembro de 1945 criou seu curso ginasial, que veio a ser equiparado ao do Colégio Pedro II em junho de 1946. Foi proporcionado, assim, o ingresso nas escolas secundárias e nas universidades.
Atualmente, o Instituto Benjamin Constant vê seus objetivos redirecionados e redimensionados. É um Centro de Referência, a nível nacional, para questões da deficiência visual. Possui uma escola regular que atende desde a Estimulação precoce até o Segundo Segmento do Ensino Fundamental, capacita profissionais da área da deficiência visual, assessora escolas e instituições, realiza consultas oftamológicas à população, reabilita jovens e adultos, produz material especializado, impressos em Braille e publicações científicas.
Queremos que essa instituição sempre permaneça sendo um espaço destinado à educação em todos os níveis, do infantil ao superior, das pessoas cegas! Não aceitaremos o seu fechamento e/ou encerramento de um ou mais níveis de ensino, seja total ou parcial!
A política educacional do governo brasileiro nos últimos anos, tem sido de opção pelo modelo das escolas “inclusivas”, na maioria das quais os cegos estão apenas inseridos nas salas de aulas em situação de desigualdade com os colegas videntes.
Defendemos uma educação básica pública, gratuita e de qualidade para os cegos brasileiros. O IBC deve cumprir seu papel histórico sendo modelo de referência para todo o país.
Não queremos uma inclusão mascarada e massacrada! Queremos que o IBC continue sendo um espaço de aprendizado, informação, lazer, esportes, formação básica e profissional dos cegos no Brasil.
Queremos que o IBC continue sendo o que é: uma Escola de Ensino Regular Especializada na Educação de Cegos, com turmas que vão desde a Estimulação Precoce até o 9º ano (antiga 8ª série) do Ensino Fundamental, e com atendimento especializado realizado com os reabilitandos.
Os signatários
Para:Ministro da Educação Fernando Haddad e Presidente da república do Brasil, Dilma Roussef
Ao Ministro da Educação Fernando Haddad e à Presidente da República Dilma Rousseff,
Nós, abaixo-assinados, cegos e videntes, após sabermos que há interesse por parte do Ministério da Educação (MEC) em fazer modificações no funcionamento da Educação Básica no Instituto Benjamim Constant - IBC, localizado no Rio de Janeiro, vimos expor nossas opiniões e reivindicações.
O Instituto Benjamin Constant foi criado pelo Imperador D.Pedro II através do Decreto Imperial n.º 1.428, de 12 de setembro de 1854, tendo sido inaugurado, solenemente, no dia 17 de setembro do mesmo ano, na presença do Imperador, da Imperatriz e de todo o Ministério, com o nome de Imperial Instituto dos Meninos Cegos. Este foi o primeiro passo concreto no Brasil para garantir ao cego o direito à cidadania.
Estruturando-se de acordo com os objetivos a alcançar, o Imperial Instituto dos Meninos Cegos foi pouco-a-pouco derrubando preconceitos e fez ver que a educação das pessoas cegas não era utopia, bem como a sua profissionalização.
Em 1891, o instituto recebeu o nome que tem hoje: Instituto Benjamin Constant (IBC), em homenagem ao seu terceiro diretor. Em setembro de 1945 criou seu curso ginasial, que veio a ser equiparado ao do Colégio Pedro II em junho de 1946. Foi proporcionado, assim, o ingresso nas escolas secundárias e nas universidades.
Atualmente, o Instituto Benjamin Constant vê seus objetivos redirecionados e redimensionados. É um Centro de Referência, a nível nacional, para questões da deficiência visual. Possui uma escola regular que atende desde a Estimulação precoce até o Segundo Segmento do Ensino Fundamental, capacita profissionais da área da deficiência visual, assessora escolas e instituições, realiza consultas oftamológicas à população, reabilita jovens e adultos, produz material especializado, impressos em Braille e publicações científicas.
Queremos que essa instituição sempre permaneça sendo um espaço destinado à educação em todos os níveis, do infantil ao superior, das pessoas cegas! Não aceitaremos o seu fechamento e/ou encerramento de um ou mais níveis de ensino, seja total ou parcial!
A política educacional do governo brasileiro nos últimos anos, tem sido de opção pelo modelo das escolas “inclusivas”, na maioria das quais os cegos estão apenas inseridos nas salas de aulas em situação de desigualdade com os colegas videntes.
Defendemos uma educação básica pública, gratuita e de qualidade para os cegos brasileiros. O IBC deve cumprir seu papel histórico sendo modelo de referência para todo o país.
Não queremos uma inclusão mascarada e massacrada! Queremos que o IBC continue sendo um espaço de aprendizado, informação, lazer, esportes, formação básica e profissional dos cegos no Brasil.
Queremos que o IBC continue sendo o que é: uma Escola de Ensino Regular Especializada na Educação de Cegos, com turmas que vão desde a Estimulação Precoce até o 9º ano (antiga 8ª série) do Ensino Fundamental, e com atendimento especializado realizado com os reabilitandos.
Os signatários
quinta-feira, 23 de junho de 2011
O problema do passado (Roberto daMatta)
Meu título ideal seria "o problema do passado e o passado como problema", mas ele é grande demais para o jornal que vai embrulhar as batatas dos vencedores. Ou seja: os "anos atrás" (e como poderiam estar na frente?), esse cacófato que forma ao lado do "escapei do pior" o par de burros de nossa insensibilidade para com uma escrita atenta e que, encarnados na vontade de perpetuar até a eternidade certos documentos, é o nosso novo problema.
Outro nome cogitado foi "uma teoria da ferida". Minha inspiração vem da justificativa do presidente do Senado, José Sarney, ao racionalizar a sua adesão a evitar que certos documentos pudessem ser abertos a nós, os cidadãos comuns dessa sociedade a quem tanto ele, Sarney, quando todos os chamados "órgãos de controle" e todos os arquivos, bem como todos os tijolos, mesas, papéis e funcionários do estado, têm o dever de honrar e servir. E aqui está o nó da questão.
Pois para José Sarney, como para Fernando Collor, soltar alguns documentos da sua prisão dos anais do poder abre feridas. E como um dos donos do poder à brasileira, ele invoca uma teoria de inspiração eugenista (que tem sido a base reacionária para justificar o nosso racismo) para mais uma vez tentar impedir o fim da conversa de um Brasil dos patrões e barões (que sussurra segredos) com o Brasilzão igualitário que exige todos os diálogos. Não apenas para tentar botar na cadeia os que usam cargos públicos para reencarnar baronatos, mas para ter uma maior compreensão dos seus caminhos. Para ver o que se esconde debaixo do tapete.
Com a sua "teoria da ferida", Sarney revela como estamos muito mais no "1984" de George Orwell do que no 1848 de Marx e Engels. Se, com o seu manifesto, eles queriam liberar as forças sociais, o primeiro vislumbrou um mundo no qual quem dominava o presente subjugava o passado. Seu herói, um certo Winston Smith, membro de um já brasileiro Ministério da Verdade, exercia a função sugerida por esses nobres ex-presidentes e outros potentados da nossa cena política: reescrever o passado de acordo com o interesse do Partido. Coisa realizada por esse mesmo Sarney com o mesmo argumento há algumas semanas, quando tentou suprimir do painel histórico do Senado o impeachment de Collor.
O uso do eterno como dimensão de legitimidade é um dado das sociedades hierárquicas. Em vez de discutir o passado elas preferem o seu enterro e a sua supressão. Não foi isso que nos fez queimar os arquivos da escravidão, o que, dizem alguns historiadores, evitou indenizar os escravocratas naquilo que seria uma "bolsa da escravaria", mas que - e esse é o ponto - impediu conhecer melhor as implicações de um estilo de vida escravocrata?
Em sistemas onde tal tendência coexiste com a dimensão igualitária e competitiva, como é o caso do Brasil, esse traço transforma-se numa borra. É uma excrescência reacionária que contradiz brutalmente toda a utopia do partido que elegeu a primeira mulher presidenta da República. Trata-se de uma negação da história, que - em vez de ser lida como algo que foi feito por pessoas em certos contextos e sob o governo de conceitos, crenças e valores, podendo ser avaliada e, reitero usando a palavra em itálico, compreendida - repete dogmas e promete uma demagógica mudança do presente para não ler um passado que pode ferir, como quer Sarney, ou curar como quer esse cronista de Niterói.
Só os infalíveis são prisioneiros do eterno. Deus é eterno e por isso nada lhe é estranho. Ora, a democracia igualitária nasce justamente pela relativização do eterno e pela presença do humano, que é necessariamente finito, falacioso, interesseiro, transitório, doente, deprimido e também e, por isso mesmo, confiante e orgulhoso de sua condição. Eternizar é esquecer, e esquecer é deixar de lembrar. Há doenças que impedem a lembrança, mas, no caso do Brasil de Dilma, Sarney e Collor, trata-se de bloquear a lembrança por decreto! Por um ato do Estado que se coloca como um pedaço independente da sociedade e dos valores que governam o todo do qual esse Estado, quer ele queira ou não, faz parte.
Essa eternização de papéis que escapam das classificações normais reitera algo que percorre minha obra. O fato de que, no Brasil, o Estado se situa como um pedaço independente da sociedade. Parodiando Pascal, como um coração, que, no entanto, tem razões que a sociedade desconhece.
Trata-se, mais uma vez, de uma blindagem. Agora não é mais do chefe da Casa Civil, mas de documentos que, por motivos que escapam do bom senso republicano, deveriam ficar com Deus nessa eternidade que, no fundo, é o nada de onde viemos e para o qual - salvo a fé e a esperança - retornaremos.
O esquecimento é o maior amigo dos poderosos porque ele impede o diálogo entre o dito e o não dito, entre o que se revela e o que se esconde. Tudo o que constitui a reflexividade daquelas mãos que se desenham a si mesmas de Escher, sem a qual não existe alma e humanidade.
Que se blindem os venais que preferem honrar o sigilo dado às empresas para as quais deram consultorias milionárias, deixando de lado o papel honroso de servidor do povo brasileiro como chefe da Casa Civil, entendemos todos numa era onde o assalto é feito em rede, mas que se imunize e higienize o que é de todos ultrapassa o bom-senso. Mesmo nesse mundo lulo-petista onde reina, até palavras e ações em contrário, a mendacidade.
Estadão (22/06/11)
Outro nome cogitado foi "uma teoria da ferida". Minha inspiração vem da justificativa do presidente do Senado, José Sarney, ao racionalizar a sua adesão a evitar que certos documentos pudessem ser abertos a nós, os cidadãos comuns dessa sociedade a quem tanto ele, Sarney, quando todos os chamados "órgãos de controle" e todos os arquivos, bem como todos os tijolos, mesas, papéis e funcionários do estado, têm o dever de honrar e servir. E aqui está o nó da questão.
Pois para José Sarney, como para Fernando Collor, soltar alguns documentos da sua prisão dos anais do poder abre feridas. E como um dos donos do poder à brasileira, ele invoca uma teoria de inspiração eugenista (que tem sido a base reacionária para justificar o nosso racismo) para mais uma vez tentar impedir o fim da conversa de um Brasil dos patrões e barões (que sussurra segredos) com o Brasilzão igualitário que exige todos os diálogos. Não apenas para tentar botar na cadeia os que usam cargos públicos para reencarnar baronatos, mas para ter uma maior compreensão dos seus caminhos. Para ver o que se esconde debaixo do tapete.
Com a sua "teoria da ferida", Sarney revela como estamos muito mais no "1984" de George Orwell do que no 1848 de Marx e Engels. Se, com o seu manifesto, eles queriam liberar as forças sociais, o primeiro vislumbrou um mundo no qual quem dominava o presente subjugava o passado. Seu herói, um certo Winston Smith, membro de um já brasileiro Ministério da Verdade, exercia a função sugerida por esses nobres ex-presidentes e outros potentados da nossa cena política: reescrever o passado de acordo com o interesse do Partido. Coisa realizada por esse mesmo Sarney com o mesmo argumento há algumas semanas, quando tentou suprimir do painel histórico do Senado o impeachment de Collor.
O uso do eterno como dimensão de legitimidade é um dado das sociedades hierárquicas. Em vez de discutir o passado elas preferem o seu enterro e a sua supressão. Não foi isso que nos fez queimar os arquivos da escravidão, o que, dizem alguns historiadores, evitou indenizar os escravocratas naquilo que seria uma "bolsa da escravaria", mas que - e esse é o ponto - impediu conhecer melhor as implicações de um estilo de vida escravocrata?
Em sistemas onde tal tendência coexiste com a dimensão igualitária e competitiva, como é o caso do Brasil, esse traço transforma-se numa borra. É uma excrescência reacionária que contradiz brutalmente toda a utopia do partido que elegeu a primeira mulher presidenta da República. Trata-se de uma negação da história, que - em vez de ser lida como algo que foi feito por pessoas em certos contextos e sob o governo de conceitos, crenças e valores, podendo ser avaliada e, reitero usando a palavra em itálico, compreendida - repete dogmas e promete uma demagógica mudança do presente para não ler um passado que pode ferir, como quer Sarney, ou curar como quer esse cronista de Niterói.
Só os infalíveis são prisioneiros do eterno. Deus é eterno e por isso nada lhe é estranho. Ora, a democracia igualitária nasce justamente pela relativização do eterno e pela presença do humano, que é necessariamente finito, falacioso, interesseiro, transitório, doente, deprimido e também e, por isso mesmo, confiante e orgulhoso de sua condição. Eternizar é esquecer, e esquecer é deixar de lembrar. Há doenças que impedem a lembrança, mas, no caso do Brasil de Dilma, Sarney e Collor, trata-se de bloquear a lembrança por decreto! Por um ato do Estado que se coloca como um pedaço independente da sociedade e dos valores que governam o todo do qual esse Estado, quer ele queira ou não, faz parte.
Essa eternização de papéis que escapam das classificações normais reitera algo que percorre minha obra. O fato de que, no Brasil, o Estado se situa como um pedaço independente da sociedade. Parodiando Pascal, como um coração, que, no entanto, tem razões que a sociedade desconhece.
Trata-se, mais uma vez, de uma blindagem. Agora não é mais do chefe da Casa Civil, mas de documentos que, por motivos que escapam do bom senso republicano, deveriam ficar com Deus nessa eternidade que, no fundo, é o nada de onde viemos e para o qual - salvo a fé e a esperança - retornaremos.
O esquecimento é o maior amigo dos poderosos porque ele impede o diálogo entre o dito e o não dito, entre o que se revela e o que se esconde. Tudo o que constitui a reflexividade daquelas mãos que se desenham a si mesmas de Escher, sem a qual não existe alma e humanidade.
Que se blindem os venais que preferem honrar o sigilo dado às empresas para as quais deram consultorias milionárias, deixando de lado o papel honroso de servidor do povo brasileiro como chefe da Casa Civil, entendemos todos numa era onde o assalto é feito em rede, mas que se imunize e higienize o que é de todos ultrapassa o bom-senso. Mesmo nesse mundo lulo-petista onde reina, até palavras e ações em contrário, a mendacidade.
Estadão (22/06/11)
Eu acho que esse pessoal bebe para esquecer
Primeiro foi Aécio Neves: em abril deste ano, o Senador recusou-se a fazer o teste do bafômetro ao ser abordado em uma blitz. Estava com a carteira de habilitação vencida e teve o documento apreendido pelos policiais.
Agora, Indio da Costa, o ex-vice de Serra na última eleição presidencial ve-se envolvido em situação semelhante. O ex-demista e atual presidente regional do PSD no Rio, recusou-se a fazer o teste do bafômetro e teve a carteira de habilitação apreendida em blitz da Operação Lei Seca, no Leblon, zona sul e livre dos afluentes cariocas.
Indio da Costa disse que tinha bebido vinho no almoço e, portanto, achou melhor não arriscar o bafômetro. Após o incidente teve a elegância de elogiar a Lei ("A Lei Seca tem salvado muitas vidas", disse) e a ação do governo do Rio: Parabenizo a competência e seriedade com que o Governo do Estado do RJ tem feito as operações da Lei Seca".
Eu acho que esse pessoal bebe para esquecer.
Agora, Indio da Costa, o ex-vice de Serra na última eleição presidencial ve-se envolvido em situação semelhante. O ex-demista e atual presidente regional do PSD no Rio, recusou-se a fazer o teste do bafômetro e teve a carteira de habilitação apreendida em blitz da Operação Lei Seca, no Leblon, zona sul e livre dos afluentes cariocas.
Indio da Costa disse que tinha bebido vinho no almoço e, portanto, achou melhor não arriscar o bafômetro. Após o incidente teve a elegância de elogiar a Lei ("A Lei Seca tem salvado muitas vidas", disse) e a ação do governo do Rio: Parabenizo a competência e seriedade com que o Governo do Estado do RJ tem feito as operações da Lei Seca".
Eu acho que esse pessoal bebe para esquecer.
Uma ruptura necessária (Alon Feuerwerker)
O problema do PSDB é que a memória do eleitor arquivou o balanço das administrações FHC na coluna dos empreendimentos que deram prejuízo. No exame final o governo dele foi mal avaliado. Tirou nota vermelha
O resgate da herança de FHC vai tomando ares de contravetor na luta política, um antídoto a anos de fustigamento sistemático.
Na operação para reabilitar o ex-presidente tucano ganham novo fôlego as versões a respeito da suposta injustiça histórica de que é vítima, e sobre a suposta essencialidade da sua passagem pela História do Brasil.
As duradouras campanhas do PT contra Fernando Henrique Cardoso não têm maior importância fora da pequena política. A História não registrará FHC como presidente dos ricos, nem como entreguista.
Nesse particular, a simpática missiva de Dilma Rousseff nos 80 anos do tucano deixa em maus lencóis os militantes da mistificação. O que Dilma escreveu é até certo ponto verdadeiro: FHC teve sua importância na empresa anti-inflacionária e, no essencial, sempre foi um democrata.
E daí? Daí nada, ou muito pouco. Não nasce da ideologia, ou da demonização, o principal ônus político-eleitoral imposto ao PSDB pela memória das administrações federais tucanas.
Por isso, a contraofensiva ideológica tampouco fará a mágica de tapar o ralo por onde escapam as oportunidades de os tucanos voltarem ao poder.
O problema do PSDB é que a memória do eleitor arquivou o balanço das administrações FHC na pasta dos empreendimentos que deram prejuízo. No exame final o governo dele foi mal avaliado. Tirou nota vermelha.
Um veredito registrado na derradeira pesquisa Datafolha de 2002. Na qual apenas um em cada quatro consultados classificaram como boa ou ótima a gestão que terminava.
Antes de concluir mal o governo, FHC vinha de duas vitórias eleitorais em primeiro turno para o Palácio do Planalto.
Na primeira, personificou a luta exitosa contra a inflação. Na segunda, vendeu o peixe de que por ter batido a inflação era o mais indicado para fazer o país voltar a crescer e gerar empregos.
FHC cumpriu satisfatoriamente o primeiro contrato, tanto que acabou renovando. Mas não cumpriu o segundo, e a frustração foi profunda.
Inclusive pelas barbeiragens gerenciais que levaram à desvalorização tardia da moeda e à crise energética, esta decisiva para abortar a decolagem econômica prometida por aquela.
Ao ponto de o período FHC oferecer ao adversário um discurso vitorioso por três eleições seguidas.
Em 2002, 2006 e 2010 o eleitor levou a decisão para o segundo turno. Não quis carimbar direto o passaporte do PT. Mas, no fim das contas, entre ceder a caneta ao PT e arriscar-se a um novo governo de tipo FHC preferiu sempre a primeira opção.
Há duas maneiras de olhar esse fato. Uma é dizer que o eleitor anda anestesiado pelas campanhas contra o ex-presidente tucano. Equivale à tese de que o povo está sendo enganado, que não sabe votar.
A segunda é admitir que a maior dificuldade tucana está em o PT ter se saído melhor no governo federal do que o PSDB. Admitir que o eleitor tem seus motivos para a escolha que vem fazendo.
O realismo manda cravar a alternativa b.
Todos estão sujeitos ao autoengano, inclusive o PSDB. FHC, por exemplo, pode dizer que teria vencido a eleição de 1998 mesmo se desvalorizasse o real antes de o eleitor ir às urnas.
Os resultados daquela eleição deram a FHC 53% dos votos válidos no primeiro turno. Ele passou raspando. Estaria em sério risco eleitoral caso precisasse enfrentar numa nova rodada Luiz Inácio Lula da Silva apoiado por Ciro Gomes.
Será que a devalorização do real antes das urnas não tiraria de FHC os míseros três pontos percentuais que evitaram naquele ano o segundo turno?
Uma nova rodada em que FHC não teria a possibilidade de novas alianças. E precisaria encarar um Lula revigorado, e destinatário natural dos votos não dados ao tucano.
Entre o fim de 2001 e meados de 2002 o PT tratou de superar a herança programática petista no terreno econômico, e a iniciativa da Carta aos Brasileiros foi o marco simbólico. Uma ruptura necessária, sem trocadilhos.
Só assim o PT chegou ao poder. E o movimento foi tão consistente que vem intocado, uma longa década depois.
É o caso de especular se o PSDB, em vez de persistir no autoengano, não deveria quebrar a cabeça para encontrar uma maneira de romper explicitamente com a herança de FHC que tanta sobrevida tem proporcionado aos adversários.
terça-feira, 21 de junho de 2011 (Correio Braziliense)
O resgate da herança de FHC vai tomando ares de contravetor na luta política, um antídoto a anos de fustigamento sistemático.
Na operação para reabilitar o ex-presidente tucano ganham novo fôlego as versões a respeito da suposta injustiça histórica de que é vítima, e sobre a suposta essencialidade da sua passagem pela História do Brasil.
As duradouras campanhas do PT contra Fernando Henrique Cardoso não têm maior importância fora da pequena política. A História não registrará FHC como presidente dos ricos, nem como entreguista.
Nesse particular, a simpática missiva de Dilma Rousseff nos 80 anos do tucano deixa em maus lencóis os militantes da mistificação. O que Dilma escreveu é até certo ponto verdadeiro: FHC teve sua importância na empresa anti-inflacionária e, no essencial, sempre foi um democrata.
E daí? Daí nada, ou muito pouco. Não nasce da ideologia, ou da demonização, o principal ônus político-eleitoral imposto ao PSDB pela memória das administrações federais tucanas.
Por isso, a contraofensiva ideológica tampouco fará a mágica de tapar o ralo por onde escapam as oportunidades de os tucanos voltarem ao poder.
O problema do PSDB é que a memória do eleitor arquivou o balanço das administrações FHC na pasta dos empreendimentos que deram prejuízo. No exame final o governo dele foi mal avaliado. Tirou nota vermelha.
Um veredito registrado na derradeira pesquisa Datafolha de 2002. Na qual apenas um em cada quatro consultados classificaram como boa ou ótima a gestão que terminava.
Antes de concluir mal o governo, FHC vinha de duas vitórias eleitorais em primeiro turno para o Palácio do Planalto.
Na primeira, personificou a luta exitosa contra a inflação. Na segunda, vendeu o peixe de que por ter batido a inflação era o mais indicado para fazer o país voltar a crescer e gerar empregos.
FHC cumpriu satisfatoriamente o primeiro contrato, tanto que acabou renovando. Mas não cumpriu o segundo, e a frustração foi profunda.
Inclusive pelas barbeiragens gerenciais que levaram à desvalorização tardia da moeda e à crise energética, esta decisiva para abortar a decolagem econômica prometida por aquela.
Ao ponto de o período FHC oferecer ao adversário um discurso vitorioso por três eleições seguidas.
Em 2002, 2006 e 2010 o eleitor levou a decisão para o segundo turno. Não quis carimbar direto o passaporte do PT. Mas, no fim das contas, entre ceder a caneta ao PT e arriscar-se a um novo governo de tipo FHC preferiu sempre a primeira opção.
Há duas maneiras de olhar esse fato. Uma é dizer que o eleitor anda anestesiado pelas campanhas contra o ex-presidente tucano. Equivale à tese de que o povo está sendo enganado, que não sabe votar.
A segunda é admitir que a maior dificuldade tucana está em o PT ter se saído melhor no governo federal do que o PSDB. Admitir que o eleitor tem seus motivos para a escolha que vem fazendo.
O realismo manda cravar a alternativa b.
Todos estão sujeitos ao autoengano, inclusive o PSDB. FHC, por exemplo, pode dizer que teria vencido a eleição de 1998 mesmo se desvalorizasse o real antes de o eleitor ir às urnas.
Os resultados daquela eleição deram a FHC 53% dos votos válidos no primeiro turno. Ele passou raspando. Estaria em sério risco eleitoral caso precisasse enfrentar numa nova rodada Luiz Inácio Lula da Silva apoiado por Ciro Gomes.
Será que a devalorização do real antes das urnas não tiraria de FHC os míseros três pontos percentuais que evitaram naquele ano o segundo turno?
Uma nova rodada em que FHC não teria a possibilidade de novas alianças. E precisaria encarar um Lula revigorado, e destinatário natural dos votos não dados ao tucano.
Entre o fim de 2001 e meados de 2002 o PT tratou de superar a herança programática petista no terreno econômico, e a iniciativa da Carta aos Brasileiros foi o marco simbólico. Uma ruptura necessária, sem trocadilhos.
Só assim o PT chegou ao poder. E o movimento foi tão consistente que vem intocado, uma longa década depois.
É o caso de especular se o PSDB, em vez de persistir no autoengano, não deveria quebrar a cabeça para encontrar uma maneira de romper explicitamente com a herança de FHC que tanta sobrevida tem proporcionado aos adversários.
terça-feira, 21 de junho de 2011 (Correio Braziliense)
Os caminhos de um autor marcado por conflitos insolúveis
Mariangela Alves de Lima – O Estado de S.Paulo
Alguns episódios grafados nas margens da vida teatral acabam servindo de pano de fundo para evidenciar contornos da história dessa arte. Em 1928 o encenador francês Antonin Artaud escolheu a peça O Sonho para figurar na terceira temporada da sua companhia. Escrita pelo sueco August Strindberg (foto) no começo do século 20, o texto chegava ao palco protegido pela aura de um dramaturgo que o público e os críticos franceses já conheciam, apreciavam e consideravam um digno representante nórdico da escola naturalista. Mas uma claque organizada pelo grupo surrealista de Paris perturbou de tal modo as apresentações com protestos veementes contra a “traição” de Artaud que o espetáculo não pode continuar.
A paixão juvenil por cartilhas estéticas fervia na cidade promovendo e demolindo em igual medida obras e autores. De um modo geral, as reflexões posteriores resgatam algumas vítimas dessa militância aguerrida. No entanto, não foi completa falta de argúcia crítica o protesto contra a escassa afinidade da peça com o programa surrealista.
Na origem desta inconteste obra-prima da dramaturgia ocidental está, sem dúvida, a gramática do inconsciente, mas o que preside à elaboração da narrativa é a figura barroca do mundo como representação. A filha do deus Indra atravessa vários estágios da experiência humana para compreender que a vida é ficção. O caráter ilusório da existência fenomenológica tem o mesmo fascínio do teatro, mas não é gratuito um jogo cujo sentido se oculta em outra esfera do ser.
Entre outras coisas, o “sonho do Autor” a que o prefácio da obra se refere dá continuidade ao experimentalismo iniciado alguns anos antes, com a primeira parte da trilogia Rumo a Damasco. Movido por inquietações de ordem filosófica e religiosa, o dramaturgo sueco se afastara, nos últimos anos do século 19, do programa naturalista. Livres no tempo e no espaço, exercitando a razão sobre dilemas éticos e contradições sociais, mesclando a fala cotidiana ao interlúdio poético, as personagens dessas arquiteturas abstratas não foram da fácil assimilação pelo teatro europeu contemporâneo do dramaturgo.
Foram as obras da primeira fase de sua carreira, históricas, de inspiração lendária ou dramas de observação da vida social e dos conflitos psicológicos que passaram a integrar o repertório das companhias até o fim do período entre guerras. E foram as peças formalmente aparentadas à estética naturalista que, de certo modo, mantiveram na berlinda a fama desse singular autor sueco durante todo o século 20. Senhorita Julia (1888) tornou-se emblemática por sintetizar os temas da luta de classe e da competição entre os sexos. Outras peças em que se travavam formidáveis embates entre esposas e maridos, amantes, pais e filhas exploraram a substância dramática dos processos psíquicos inconscientes. Enquanto o drama realista exemplar do século 19 desvendava os motivos das situações e personagens, os conflitos em Strindberg permaneciam insolúveis. Apesar disso, suas criaturas não renunciam ao pensamento. Querem compreender enquanto vagueiam em meio à névoa do psiquismo e é esse traço que as distingue da fatalidade naturalista e as faz contemporâneas da era freudiana.
(19/96/11)
Alguns episódios grafados nas margens da vida teatral acabam servindo de pano de fundo para evidenciar contornos da história dessa arte. Em 1928 o encenador francês Antonin Artaud escolheu a peça O Sonho para figurar na terceira temporada da sua companhia. Escrita pelo sueco August Strindberg (foto) no começo do século 20, o texto chegava ao palco protegido pela aura de um dramaturgo que o público e os críticos franceses já conheciam, apreciavam e consideravam um digno representante nórdico da escola naturalista. Mas uma claque organizada pelo grupo surrealista de Paris perturbou de tal modo as apresentações com protestos veementes contra a “traição” de Artaud que o espetáculo não pode continuar.
A paixão juvenil por cartilhas estéticas fervia na cidade promovendo e demolindo em igual medida obras e autores. De um modo geral, as reflexões posteriores resgatam algumas vítimas dessa militância aguerrida. No entanto, não foi completa falta de argúcia crítica o protesto contra a escassa afinidade da peça com o programa surrealista.
Na origem desta inconteste obra-prima da dramaturgia ocidental está, sem dúvida, a gramática do inconsciente, mas o que preside à elaboração da narrativa é a figura barroca do mundo como representação. A filha do deus Indra atravessa vários estágios da experiência humana para compreender que a vida é ficção. O caráter ilusório da existência fenomenológica tem o mesmo fascínio do teatro, mas não é gratuito um jogo cujo sentido se oculta em outra esfera do ser.
Entre outras coisas, o “sonho do Autor” a que o prefácio da obra se refere dá continuidade ao experimentalismo iniciado alguns anos antes, com a primeira parte da trilogia Rumo a Damasco. Movido por inquietações de ordem filosófica e religiosa, o dramaturgo sueco se afastara, nos últimos anos do século 19, do programa naturalista. Livres no tempo e no espaço, exercitando a razão sobre dilemas éticos e contradições sociais, mesclando a fala cotidiana ao interlúdio poético, as personagens dessas arquiteturas abstratas não foram da fácil assimilação pelo teatro europeu contemporâneo do dramaturgo.
Foram as obras da primeira fase de sua carreira, históricas, de inspiração lendária ou dramas de observação da vida social e dos conflitos psicológicos que passaram a integrar o repertório das companhias até o fim do período entre guerras. E foram as peças formalmente aparentadas à estética naturalista que, de certo modo, mantiveram na berlinda a fama desse singular autor sueco durante todo o século 20. Senhorita Julia (1888) tornou-se emblemática por sintetizar os temas da luta de classe e da competição entre os sexos. Outras peças em que se travavam formidáveis embates entre esposas e maridos, amantes, pais e filhas exploraram a substância dramática dos processos psíquicos inconscientes. Enquanto o drama realista exemplar do século 19 desvendava os motivos das situações e personagens, os conflitos em Strindberg permaneciam insolúveis. Apesar disso, suas criaturas não renunciam ao pensamento. Querem compreender enquanto vagueiam em meio à névoa do psiquismo e é esse traço que as distingue da fatalidade naturalista e as faz contemporâneas da era freudiana.
(19/96/11)
Filiação partidária no Brasil (2011)
Levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela que 13.962.531 eleitores brasileiros são filiados a algum partido político. Atualmente existem 27 partidos políticos devidamente registrados na Justiça Eleitoral e sete deles reúnem a maioria dos eleitores filiados, sendo que cada um desses sete tem mais de um milhão de filiados.
A legenda que abriga maior número de filiações é o PMDB, com 2.324.339 em todo o Brasil. Em seguida aparecem: o PT, com 1.423.063; o PP, com 1.369.873; o PSDB, com 1.323.531; o PTB, com 1.157.487; o PDT, com 1.137.072; e o DEM, com 1.098.121.
Participação feminina
Dentre esses sete partidos, a legenda que registrou maior número de mulheres filiadas foi o PMDB, com 1.025.337 em todo o país. Em segundo lugar o PT, com 607.469; e, em terceiro, aparece o PSDB, com 583.450 mulheres registradas.
Filiação Partidária:Todos Partidos - Maio / 2011
Partido Eleitores %
DEM 1.098.121 7,865
PC DO B 275.244 1,971
PCB 15.887 0,114
PCO 2.858 0,02
PDT 1.137.072 8,144
PHS 114.968 0,823
PMDB 2.324.339 16,647
PMN 193.853 1,388
PP 1.369.873 9,811
PPS 443.934 3,179
PR 734.156 5,258
PRB 226.036 1,619
PRP 189.736 1,359
PRTB 93.032 0,666
PSB 494.912 3,545
PSC 307.509 2,202
PSDB 1.323.531 9,479
PSDC 141.997 1,017
PSL 169.185 1,212
PSOL 49.597 0,355
PSTU 12.568 0,09
PT 1.423.063 10,192
PTdoB 135.995 0,974
PTB 1.157.487 8,29
PTC 149.492 1,071
PTN 101.391 0,726
PV 276.695 1,982
TOTAL 13.962.531
A legenda que abriga maior número de filiações é o PMDB, com 2.324.339 em todo o Brasil. Em seguida aparecem: o PT, com 1.423.063; o PP, com 1.369.873; o PSDB, com 1.323.531; o PTB, com 1.157.487; o PDT, com 1.137.072; e o DEM, com 1.098.121.
Participação feminina
Dentre esses sete partidos, a legenda que registrou maior número de mulheres filiadas foi o PMDB, com 1.025.337 em todo o país. Em segundo lugar o PT, com 607.469; e, em terceiro, aparece o PSDB, com 583.450 mulheres registradas.
Filiação Partidária:Todos Partidos - Maio / 2011
Partido Eleitores %
DEM 1.098.121 7,865
PC DO B 275.244 1,971
PCB 15.887 0,114
PCO 2.858 0,02
PDT 1.137.072 8,144
PHS 114.968 0,823
PMDB 2.324.339 16,647
PMN 193.853 1,388
PP 1.369.873 9,811
PPS 443.934 3,179
PR 734.156 5,258
PRB 226.036 1,619
PRP 189.736 1,359
PRTB 93.032 0,666
PSB 494.912 3,545
PSC 307.509 2,202
PSDB 1.323.531 9,479
PSDC 141.997 1,017
PSL 169.185 1,212
PSOL 49.597 0,355
PSTU 12.568 0,09
PT 1.423.063 10,192
PTdoB 135.995 0,974
PTB 1.157.487 8,29
PTC 149.492 1,071
PTN 101.391 0,726
PV 276.695 1,982
TOTAL 13.962.531
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